Agente de IA para triagem de formulários de entrada
Agente de IA que lê formulários de entrada, gera um score e decide aprovação — com fallback humano quando o caso é ambíguo.
- Papel
- Solo
- Período
- jun. de 2026 – em andamento
- Em produção desde
- jun. de 2026
- TypeScript
- Node.js
- LLM
- PostgreSQL
IA e automação
- forms/semana
- +1.500
- casos de treino
- 15k+
- score
- 0–1
Neste case
#Contexto
O Brasil Capital Roleplay recebe um volume alto de formulários de entrada — jogadores que querem acesso ao servidor e precisam ser avaliados contra o que a comunidade preza. Feito à mão, isso significa uma equipe lendo texto livre, aplicando critério subjetivo e virando gargalo: o candidato espera, o avaliador cansa, e casos parecidos recebem decisões diferentes dependendo de quem leu.
O problema não era só velocidade. Era consistência: o mesmo formulário precisava ter a mesma resposta independentemente do horário ou de quem estava de plantão.
#O que o produto faz
- Lê o formulário enviado pelo candidato (texto livre, respostas abertas).
- Compara as respostas com o que a operação espera e considera aceitável.
- Gera um score de 0 a 1 representando a aptidão do candidato.
- Decide com base no score: aprova, reprova, ou encaminha para revisão humana quando fica na zona cinzenta.
#Arquitetura
- 1Formulário (entrada)
- 2Agente de triagem
- 3LLMRegras + histórico
- 4Score 0–1
- 5Auto-decisãoRevisão humana
#Decisões técnicas
Por que a IA não aprova sozinha todos os casos?
Porque o custo de um falso positivo é alto e assimétrico: aprovar quem não deveria entrar gera trabalho de moderação depois. O agente só decide sozinho nos extremos do score; a faixa ambígua cai para revisão humana. Sacrifiquei um pouco de automação total em troca de não terceirizar a responsabilidade da decisão de borda.
Por que um score contínuo de 0 a 1 em vez de um sim/não direto?
Um booleano esconde a incerteza. Com o score contínuo eu escolho onde colocar os cortes de aprovação e reprovação, e mexo neles conforme a operação fica mais ou menos rigorosa — sem retreinar nada. O custo é ter que definir e manter esses limiares.
Como garantir que a decisão siga o critério da operação, e não o 'bom senso' do modelo?
O agente foi calibrado com mais de 15 mil casos reais da própria operação, não com um prompt genérico. A régua é a da comunidade, não a do modelo. O trade-off é que a qualidade depende da curadoria desse histórico — lixo entra, lixo sai.
#O que deu errado
A primeira versão era rígida demais no corte: mandava muito caso para revisão humana, o que derrotava o propósito. O ajuste não foi mexer no modelo, e sim medir a distribuição real dos scores e recalibrar os limiares com base nela — a decisão certa quase sempre estava no dado, não no palpite.
#Resultado
- Mais de 1.500 formulários triados por semana sem gargalo humano nos casos claros.
- Decisão consistente: o mesmo formulário recebe a mesma resposta, independente do plantão.
- Casos ambíguos preservados para o olhar humano, onde ele realmente agrega.
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